quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Entrevista com Filipe Sant'Ana, autor de Archangelus: O Despertar

Oi gente! Como vocês estão?

Hoje vim trazer uma entrevista com o Filipe Sant'Ana, autor do livro Archangelus: O Despertar. Conheci o Filipe através de uma reportagem no jornal Tribuna Ceará, fiquei interessada no tema abordado em seu livro e o procurei para conversarmos. Gostei bastante da iniciativa dele em fazer uma espécie de vaquinha para ajudar a custear a publicação do livro dele.




Entre nossas conversas combinamos essa entrevista, para os leitores poderem conhecer um pouco mais o Filipe. Na entrevista o Filipe fala um pouco sobre suas inspirações e paixões, além de contar um pouco mais sobre o projeto de financiamento do livro.

Fala um pouco sobre você. Quem é a Filipe Sant'Ana?
Autor do livro, Filipe Sant'Ana, mora há 13 anos em Fortaleza. (FOTO: arquivo pessoal)Eu nasci em Belo Horizonte - MG, mas só nasci mesmo porque sempre morei em Lagoa Santa - MG. Uma cidade pacata da região metropolitana e que me traz boas lembranças. Acabei vindo para Fortaleza com uns 14 anos (hoje tenho 26). E aqui eu me encaixei no mundo. Passei por muita coisa boa e ruim e me descobri como pessoa. Tive a oportunidade de cursar Filosofia (o que me marcou muito!), mas acabei trancando para fazer Turismo. Nesse curso eu descobri uma das minhas paixões que é a Administração/Marketing. Desde então tenho focado em trabalhar na área. 

Também foi aqui que encontrei o amor da minha vida: minha namorada Ellen. Nos conhecemos através da internet e estamos juntos há 7 anos. E olha que eu moro em Fortaleza e ela em Juazeiro do Norte. Estão sendo anos maravilhosos e que me fizeram crescer muito como pessoa.

Essa é a minha (breve) história. Já sobre mim, eu me definiria como uma pessoa curiosa e sonhadora. Sou daqueles que leio um trecho de um livro e já começo a imaginar um milhão de coisas. Quando percebo se passaram horas e não sai do canto. Gosto muito dessa sensação, mas isso nem sempre é bom. Talvez tenha sido bom para o livro, pois me permitiu criar muita coisa durante esses momentos.


Qual o estilo literário que mais te atrai e quais são seus livros preferidos?
Antes de falar qual estilo literário me atrai, quero confessar que eu não gostava de ler, rs. Até a quinta série eu não havia pegado um livro sequer (com exceção dos livros pedidos no colégio). Nada contra eles, mas já perceberam que são sempre os mesmos? Eu já não aguentava mais ler Ana Terra etc (embora eu tenha gostado de lê-los). Foi então que na quinta série da escola municipal onde eu estudava a professora Enilde de Português chegou com uma lista peculiar de leitura. Nela estava nada mais, nada menos do que duas obras do sir Arthur Conan Doyle. Eu escolhi o Cão dos Baskerville. Bem, foi aqui que tudo começou!

Ler os livros do Sherlock Holmes me jogou no mundo da literatura de uma maneira incrível. Para quem ainda não leu vale a pena (um dos meus objetivos é terminar de ler a série). Após esse início eu comecei a ler com mais gosto, até mesmo os livros mais comuns que eram sugeridos. Aos poucos fui incluindo outros gêneros. 

Porém, a fantasia-ficção é o que mais me atrai. Sou fã do Tolkien, para mim ele foi o maior autor da história. Não consigo ver outra criação literária com tamanha importância, complexidade e genialidade igual a dele. É simplesmente incrível o que ele produziu durante a vida. Tem também a Rowling que tem uma narrativa tão cativante. Diferente do Tolkien, mas que lhe joga no livro de uma forma que é difícil você sair dele. 

Por fim, eu quero comentar uma série que saí um pouco dessa temática épica, mas que tem uma qualidade que me impressionou que são os livros do Douglas Adams. O Guia do Mochileiro das Galáxias é uma série que me deixou relaxado para escrever. Ver uma história que muitas vezes nos é apresentada de maneira impossível e ao mesmo tempo de uma forma tão leve e agradável me mostrou que é possível você transformar uma ideia em uma boa história. Basta saber contá-la. E o Douglas Adams é um grande contador de história. 

Além de escrever o que você faz no seu tempo livre?
Escrever para mim ainda é um hobby. Gostaria que fosse mais, mas ainda não é possível. Meu objetivo ao escrever sempre foi presentear amigos e parentes que eu gostaria que lessem minha história. Porém, acabou que a melhor maneira de tornar o projeto viável foi comercializando o livro. Não me arrependo disso e tenho curtido cada etapa (ser um autor independente tem esse bônus).

Minhas horas vagas são preenchidas com o livro. Além é claro de, sempre que possível, encontrar com minha namorada e meus amigos. Também gosto muito de ficar em casa, assistir a um bom filme/série (tenho uma lista extensa de pendências, rs). Fazer maratonas no final de semana é uma ótima atividade, contudo, os últimos meses tem sido de dedicação total tanto ao livro quanto a campanha.

Conta pra gente sem dar muitos spoilers um pouco mais sobre o seu  livro Archangelus: O Despertar.
Archangelus: O Despertar é dividido em duas partes. Inicialmente tem um prólogo que é contado por um dos arcanjos de Deus. Ele faz o relato dele, em cinco curtos capítulos, do início da vida que vai desde a criação do Universo até o nascimento dos homens na Terra. É um relato interessante e que, por mais que se passe em eras bem anteriores a história principal, tem uma ligação interessante com ela.

O livro mesmo começa em Fortaleza com a morte dos pais do jovem Miguel (tem o primeiro capítulo disponível para download na página da campanha). Após esse evento ele começa a ter umas visões que vão acabar levando ele e a namorada Lívia a um perigo mortal. Eles se salvam, mas acabam percebendo que foram teleportados misteriosamente para outro mundo. 

Nesse novo planeta, chamado Elderesh, eles buscarão entender o que aconteceu. Por que e como foram parar lá? E o que precisam fazer para retornar? Amparados por Ron, um antigo general de guerra marcado por uma maldição, eles seguem rumo a Capital do Reino do Norte em busca de respostas. 

Ao mesmo tempo em que tentam entender o que está acontecendo com eles, o jovem casal se envolve em uma guerra prestes a acontecer contra um misterioso exército que surgiu ao sul daquele mundo. Sem alternativas, eles decidem participar da guerra e acabam descobrindo que ela é a resposta para muitas de suas indagações.

Nos apêndice eu incluí um conto histórico sobre o mundo de Elderesh e estou pensando em incluir mais um. São anotações que fiz para moldar a história desse novo mundo e que achei interessante passar para os leitores. É uma forma também de colocar o maior número de material possível a disposição de todos.

Como começou seu envolvimento com a escrita? O que te inspirou a escrever Archangelus: O Despertar?
Eu comecei a escrever cedo, mas nada muito relevante. Gostava de brincar com as palavras em pequenos poemas. Sempre tive muitas paixonites que resultavam na vontade de passar pro papel algo. Isso começou quando eu era criança e durou até o início da minha juventude. Acho que durou até o momento em que olhei para os poemas e achei que não levava jeito pra coisa, rs. Aí parei. 

Meu avô materno (meu vô Varlô - ele foi, sem dúvidas, um grande mentor) era escritor. Chegou a publicar alguns livros com poemas e eu gostava de mostrá-lo o que eu escrevia (sempre que tinha coragem). Ele me incentivou sempre a escrever. Sempre conversávamos sobre o fato de escrever ser um exercício de continuidade. Com disciplina é possível avançar consideravelmente e foi o que tentei fazer, embora tenha vacilado algumas vezes. Confesso que criar o hábito de escrever é bem difícil. Pelo menos foi para mim. E talvez por esse motivo eu tenha levado quase dez anos para concluir a minha primeira obra literária (embora eu deva isso também ao fato de ser perfeccionista).

A saga Archangelus surgiu pouco tempo depois de entrar na faculdade. Eu entrei na UECE para cursar Filosofia. Mesma época que estava relendo o Senhor dos Anéis (sim, eu já li mais de uma vez). Ler os livros do Tolkien sempre foi um exercício pra mim, as vezes eu via alguma passagem do texto e começava a viajar, imaginar muitas coisas. Você vai lendo e observando cada detalhe se encaixando de maneira perfeita, fora que tudo ali tem uma explicação, uma história. E isso sempre me fascinou. Foi aí que ao terminar de ler o SdA eu fiquei com isso na cabeça: como uma pessoa pode criar uma história dessa? Com essa riqueza de detalhes e com uma história tão inspiradora para muitas pessoas? As perguntas surgiam e eu confesso que não conseguia respondê-las. Para mim o Tolkien foi o maior escritor da história. Não consigo vê-lo de outra forma.

Porém, em determinado momento eu senti um vazio por já ter lido os livros dele e não ter mais nenhum disponível (na época não tinham saído muitos títulos dele em português - hoje já temos mais opções e confesso que ainda não li todos), foi aí que comecei a me questionar se eu conseguiria pensar em uma história que prendesse o leitor. A partir desse ponto, mesmo que eu ainda tivesse o Tolkien como fonte máxima de inspiração tudo o que eu li, pesquisei e foquei em relação a literatura foi para criar essa história.

Você planeja escrever mais sobre Archangelus? Ou tem algum outro projeto pela frente?
Eu sempre soube que queria explorar essa história de diferentes formas, formatos. Eu tento fugir de qualquer tipo de padrão embora seja quase impossível não comparar com alguns clichês literários. No início, por exemplo, eu havia definido escrever uma trilogia. Porém, em alguns momentos cheguei a duvidar se teria condições de manter um enredo coeso para sustentar três volumes. Isso me levou a reduzir para dois.

O engraçado é que esse ano de 2016 foi fundamental pro livro crescer e para a história evoluir. E eu tive a oportunidade de trabalhar bastante nela de forma que hoje eu possuo material para quatro volumes. Então, eu tenho focado em fechar na trilogia. Isso já está claro na minha cabeça. Porém, se pintar mais coisas e surgir mais materiais eu posso estender isso. Vai depender também do público e de como estará minha vida.

Para terminar, você gostaria de deixar alguma mensagem para os leitores?
Olha, acho que me empolguei nessa entrevista, mas quero falar mais um pouco sim, rs. Quero convidar a todos a conhecerem mais sobre o livro O Despertar. Ele está pronto, mas ainda estou tentando melhorá-lo. Seja através de ilustrações, ou de pequenas configurações de texto que elevem a experiência de leitura. O grande objetivo é fazer algo único e que seja divertido para todos que, assim como eu, amam o gênero da fantasia.

Infelizmente, o custo do registro + produção + impressão é alto e, por isso, encontrei no financiamento coletivo uma maneira bacana e única de torná-lo realidade. Sei que muitos ainda não conhecem essa plataforma, mas se assemelha a uma pré-venda. Eu orcei todos os valores envolvidos nesse processo e dividi em uma primeira tiragem de 200 exemplares. E estou os vendendo no site do Catarse.

Assim, nessa pré-venda eu tenho que atingir esse objetivo. Se eu vender todos os exemplares, ou seja, se eu arrecadar a meta mínima recebo o dinheiro e posso fazer o livro e enviar para vocês. Caso eu não receba, os apoiadores recebem o valor de volta integralmente. É uma maneira incrível de participar do processo, até porque eu tenho mandado algumas prévias para os apoiadores. Então, quem apoia pode acompanhar todo esse processo da campanha e, futuramente, poderá acompanhar o passo-a-passo da etapa de produção.

Convido a todos para conhecer mais sobre o livro. Acessem a página do Catarse, baixem o primeiro capítulo (quem quiser trocar uma ideia e conversar mais sobre o livro pode vir me procurar na página do Facebook). Enfim, estou a disposição para apresentar mais desse mundo e dessa história que tenho certeza que você que gosta desse universo irá se interessar.

_   _   _   _   _   _

Redes Sociais! *_*

Nenhum comentário:

Postar um comentário